Gás de cozinha comercial e industrial sobe 7,1%

Fonte: Tribuna de Cianorte

 

"Aumento não impacta no preço do botijão de 13 kg, mais utilizado nas residências. 

 

"O Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) de uso industrial e comercial está mais caro nas distribuidoras desde terça-feira. O reajuste, de 7,1%, foi o maior praticado pela Petrobras desde o início do ano. Nas revendedoras de gás, o aumento pode chegar a R$ 20 para os botijões P20 e P45, utilizados em indústrias, restaurantes, centrais de abastecimento e outros locais.

A Petrobras tem como base o preço de paridade formado pelas cotações internacionais mais os custos de transporte e taxas portuárias. De acordo com a estatal, a paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso o preço médio considera uma margem que cobre os riscos - como volatilidade do câmbio e dos preços.

O preço do gás de cozinha comercial e industrial é reajustado uma vez por mês. Em abril, houve alta de 4,7%. Nos três "meses anteriores, porém, o preço foi reduzido (6,3% em janeiro, 4,6% em fevereiro e 4,2% em março), mas as diminuições "não foram necessariamente repassadas às revendas e ao consumidor final.

Nas últimas semanas, uma combinação de alta do dólar e do petróleo vem pressionando os preços dos combustíveis no país. A gasolina, por exemplo, está sendo vendida pela estatal por R$ 1,817, o maior desde que a empresa iniciou a política "de reajustes diários, em julho de 2017.

O preço do gás vendido em botijões de 13 kg é reajustado uma vez a cada três "meses —estratégia adotada no início do ano para tentar suavizar o repasse ao consumidor das cotações internacionais. Os sucessivos aumentos em 2017 levaram 1,2 milhão de famílias brasileiras a apelarem para lenha ou carvão na hora de cozinhar, de acordo com pesquisa do IBGE.

Segundo a presidente do Sindicato das empresas de Atacado e Varejo de Gás Liquefeito de petróleo (Sinegás) de Maringá", Sandra Ruiz, os preços do gás de cozinha, tanto industrial e comercial quanto residencial, estão subindo desde o início do ano, mas não estão sendo repassados aos consumidores. “As revendedoras estão segurando os preços por causa da concorrência, para não perder os clientes. Em muitas cidades da região, os preços praticados são os mesmo de três, quatro anos atrás", afirmou.

Em Cianorte, o preço médio do botijão de 13 kg (residencial) é de R$ 70. Os botijões P45, de 45 kg, são vendidos entre R$ 270 e R$ 290 e os P20 custam de R$ 130 a R$ 150. Para o empresário de uma revendedora de gás da cidade, Carlos Alberto Camacho, o aumento será salgado para o consumidor, mas não poderá ser freado pelas revendedoras. “O que podemos fazer é aproveitar o estoque ao máximo. Aqui, por exemplo, temos estoque para trabalhar com os preços antigos até terça ou quarta-feira da semana que vem, mas depois não vamos conseguir segurar a alta”, afirmou.

De acordo com o Sindicato das Empresas Distribuidoras de GLP (Sindigás), após o reajuste desta terça, o preço do gás vendido a clientes industriais ou comerciais ficará 31% mais caro do que as cotações internacionais. “Essa diferença vem pressionando ainda mais os custos de negócios que têm o GLP entre seus principais insumos, impactando de forma crucial empresas que operam com uso intensivo do gás de cozinha”, comentou a entidade. (Com informações Folha de S. Paulo).

 

Link: https://www.tribunadecianorte.com.br/noticia/gas-de-cozinha-comercial-e-industrial-sobe-71 

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